Mostrar mensagens com a etiqueta insectos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta insectos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de janeiro de 2014

Mosca ladra (Brown robber fly)

(Zosteria sp.)

Os asilídeos, com mais de 7000 espécies, pertencem à ordem diptera e são vulgarmente conhecidos por moscas ladras. O nome "ladra voadora" deve-se aos seus hábitos de predadora agressiva, qual salteador que surpreende as vítimas, outros isectos (abelhas, besouros, outras moscas, aranhas, vespas, formigas, gafanhotos...),  quase sempre em pleno voo, quando passam próximas do local onde, emboscada,  as aguarda. 

Possuem pernas robustas e espinhosas, três ocelos na depressão situada entre os dois grandes olhos compostos e um bigode de cerdas duras a que se dá o nome de mistax, que serve de protecção  à cabeça e ao rosto, quando luta com as presas. Na região occipital tem uma (ou mais) fileiras de cerdas.

As antenas, aristadas, são curtas e compostas de 5 segmentos (por vezes 3 ou 4)

As peças bucais são curtas e modificadas para a perfuração-sucção e constituem o probóscide, muito forte (consegue penetrar através do tegumento duro de coleópteros).

O torax, com cerdas longas, é compacto e robusto.

O abdómen, longo, estreito e cónico, tem de 6 a 8 segmentos, o último dos quais está parcialmente oculto e contém a genitália nos machos e o ovipositor nas fêmeas.

As pernas são fortes e longas como convém a um raptor e as asas, muito desenvolvidas, são estreitas para facilitar o voo rápido.

Ao atacar a presa injecta-a com saliva que contém neurotóxicos e enzimas proteolíticos  que a paralizam e diluem o seu interior. O material liquefeito é depois ingerido com a tromba.

O ciclo de vida dura de 1 a 3 anos e compõe-se de quatro estágios larvais e uma pupa.





Reino:            Animalia
Filo:               Arthropoda
Classe:           Insecta
Ordem:           Diptera
Subordem:      Brachycera
Infraordem:      Asilomorpha
Superfamília:   Asilodea
Família:          Asilidae
Género:          Zosteria
Espécie:         Zostéria sp.


Imagens captadas na Quinta da Casa Nova, Cortiçadas, Montemor-o-Novo












sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Lygaeus equestris

(L. equestris) - Linnaeus, 1758

 Este insecto,  com 8 a 13 mm de comprimento,  possui um padrão característico vermelho-preto,  tem asas desenvolvidas e pernas compridas e muito resistentes. Tem duas faixas transversais e uma mancha branca redonda na membrana. Perto dos olhos, mais larga que eles, tem ainda uma banda preta.

Alimenta-se de sucos de diversos vegetais, especialmente serralha.

O acasalamento, que chega a durar um dia, ocorre na Primavera. O macho e a fêmea ligam-se por trás. A postura acontece em Junho e pode atingir 50 ovos, que são colocados no chão.

Reino:           Animalia
Filo:              Arthropoda
Classe:          Insecta
Ordem:         Hemiptera
Subordem:    Heteroptera
Infraordem:    Pentatomomorpha
Superfamília:  Lygaeoidea
Família:         Lygaeidae
Subfamília:    Lygaeinae
Género:         Lygaeus
Espécie:        L. equestris


Imagens captadas em Oeiras










sábado, 8 de junho de 2013

Besouro soldado vermelho

(Rhagonycha fulva) - Scopolli,1763


Com 7 a 10 mm de comprimento, é apenas uma das cerca de 80 (30 das quais existentes em Portugal) espécies de "besouros soldados" muito comuns na Europa. A família dos cantarídeos, constituída por mais de 5.700 espécies, apresenta-se com uma distribuição cosmopolita, só não existindo na região Antártica. 

São predadores de insectos nocivos de pequeno porte, sobretudo pulgões, sendo, por isso, considerados como bons colaboradores dos agricultores, no combate a pragas. Complementam a sua dieta com néctar e pólen. Como passam longos períodos de tempo sobre flores dão um grande contributo na polinização de muitas umbelíferas. 

Reino:    Animalia
filo:        Arthropoda
Classe:   Insecta
Ordem:  Coleoptera
Familia:  Cantharidae
Género:  Rhagonycha
Espécie: R. fulva


Imagens captadas em Paço de Arcos e na Quinta da
Casa Nova, Cortiçadas, Montemor-o-Novo.









sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pieris mannii (Mayer, 1851)

Esta borboleta da Família pieridae distribui-se pelo sul da Europa, Norte Àfrica e Ásia temperada.  

Tem entre 20 a 23mm de envergadura.

Existem 34 espécies do género Pieris.

Era originariamente uma espécie do Sul da Europa, preferindo habitats quentes e secos em encostas rochosas e com arbustos. Posteriormente, com o aquecimento global, tem-se expandido para outros habitats, como jardins e outros espaços ensolarados, tendo-se disseminado pela Europa Central, nomeadamente na Suíça, sobretudo no cantão de Berna e toda zona do Jura. Devido ao excesso de construção esteve ameaçada de extinção em algumas zonas.

Voa de Março a Outubro, período durante o qual ocorrem entre quatro a cinco gerações. Quando adultas têm um voo forte, que interrompem para se alimentar de néctar de flores variadas como a manjerona, o   cardo e a  valeriana.



Reino:    Animália
Filo:       Arthropoda
Classe:   Insecta
Ordem:  Lepidoptera
Família: Pieridae
Tribo:    Pierini
Género: Pieris
Espécie: P. Mannii



Imagens captadas em Cortiçadas, Montemor-o-Novo













terça-feira, 6 de novembro de 2012

Libélula

A libélula (ou libelinha) é um insecto alado, de corpo fusiforme, com o abdómen muito longo, olhos compostos, dois pares de asas quase transparentes e seis pernas. Há quem distinga libélulas de libelinhas tendo em conta a robustez ou delicadeza dos seus corpos. As libélulas são as maiores e as que têm asas fortes e diferentes (anisópteros), que mantêm abertas quando descansam e as libelinhas, menos robustas, têm as asas iguais e descansam com elas fechadas.  Medem de 2 a 19 cm de envergadura e as mais rápidas podem atingir a velocidade de 85 Km por hora. Alimentam-se de outros insectos como moscas e mosquitos, desempenhando um papel importante no controlo das populações destas pragas, prestando assim um excelente serviço ao homem.

Pode-se afirmar que estes insectos existem em todos os continentes, sendo conhecidas cerca de 6 mil espécies em todo o mundo. Em portugal é possível observar 66 espécies diferentes.

Os seus olhos, constituídos por milhares de facetas (até 30.000), proporcionam-lhes um campo visual de 360 graus, que lhes facilita a caça. Habitam, preferencialmente, as imediações de zonas pantanosas ou perto de ribeiros e riachos. As sua larvas (naiades) são carnívoras aquáticas que se alimentam de girinos e peixes juvenis.

Este grupo surgiu no período Paleozóico, tornou-se abundante no período Carbónico e conserva até hoje as mesmas características gerais. As maiores libelinhas, pertencentes ao género Meganeura, que existiram no Pérmico chegavam a atingir de 70 a 75 cm de envergadura.

As larvas das libélulas podem ser usadas para a avaliação de certos parâmetros da qualidade da água, já que esta influencia a existência (ou não) destes insectos. Também ao verificarmos as espécies presentes, tendo em conta o conhecimentos das suas características biológicas, podemos inferir as características da água ( como, por exemplo, a sua riqueza em nutrientes e oxigénio).



Reino:         Animalia
Filo:            Arthropoda
Classe:        Insecta
Ordem:       Odonata
Subordem:  Anisoptera
Família:      Libellulidae
Género:     Sympetrum
Espécie      S. Fonscolombii

Imagens captadas na Quinta da Casa Nova, Cortiçadas, Montemor-o-Novo










sexta-feira, 13 de julho de 2012

Borboleta limão

(Gonepterix rhamni) - Linnaeus 1758

Com uma envergadura de 5 cm, distribui-se pela Ásia, Europa e Norte de África. Em Portugal é mais frequente no norte e Centro e podemos também encontrá-la no Algarve.

É frequentemente confundida com a espécie G. Cleópatra devido às suas grandes semelhanças.

Os macho, mais vistoso que a fêmea, distingue-se pela sua  cor amarelo-limão, enquanto que ela    
é de cor bege.

Quando poisa sobre as flores fecha sempre as asas. A cor e as nervuras destas , imitando folhas, constituem uma camuflagem, quase perfeita, que lhe permite escapar, com relativa facilidade, aos seus predadores (aves, repteis e outros insectos).

Na Europa é considerada a borboleta com maior longevidade, cerca de 13 meses. Hiberna durante o Inverno e voa de Maio a Outubro.


Reino:   Animalia
Filo:      Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem:  Lepidoptera
Família:  Pieridae
Género:  Gonepteryx
Espécie  G. Rhamni
                                               Imagens captadas em Nafarros, Sintra








segunda-feira, 25 de junho de 2012

Carocha ou escaravelho

(Blaps lusitanica) Herbst, 1799

De cor negra, pertencente à família dos tenebrionídeos, este escaravelho chega a atingir o comprimento de 3 a 3,5 cm.

Alimenta-se de matéria orgânica utilizando as duas peças bucais mastigadoras que possui.

Até atingir o estado adulto, a larva passa por um  complicado processo metamorfósico.

Vive, preferencialmente, em covas, debaixo de pedras, nos escombros de casas em ruínas.

Movimenta-se lentamente. Quando se sente incomodado levanta a parte superior do abdómen e liberta um líquido desagradável, que utiliza como defesa.

Reino:    Animalia
Filo:       Arthropoda
Classe:   Insecta
Ordem:  Coleoptera
Família:  Tenebrionidae
Género:  Blaps
Espécie:  B. lusitanica

                   Imagens captadas na Quinta da Casa Nova, Cortiçadas, Montemor-o-Novo.