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domingo, 27 de abril de 2014

Borboleta da sardinheira (traça do gerânio africano)

(Cacireus marshalli) - Butler, 1897

Esta espécie, com origem sul-africana, foi acidentalmente introduzida na Europa através de uma importação de gerânios (sardinheiras) contaminados com ovos e larvas. Sendo recente em Portugal (cerca de 17 anos), o seu número está a aumentar de forma assustadora visto que o seu ciclo reprodutivo é curto (30 a 60 dias) sendo, por isso, possível a ocorrência de cinco ou seis gerações por ano.

As larvas deste lepidóptero, com 1 a 2 mm de comprimento, que eclodem de ovos depositados nas flores, perfuram os caules da hospedeira, de cuja seiva se alimentam e acabam por matá-la. É considerada uma verdadeira praga do gerânio. Não tendo predadores naturais, torna-se necessário controlar a sua população, para evitar danos maiores, através de insecticidas. Mesmo com químicos este controlo torna-se complicado com a lagarta introduzida no interior dos caules. Só a utilização de produtos sistémicos se revela eficaz. Com a praga já completamente instalada o melhor é mesmo cortar os caules afectados. O insecto adulto tem 15 a 27 mm de abertura alar.

Reino:   Animalia
Filo:      Arthropoda
Classe:  Insecta
Ordem:  Lepidoptera
Família:  Lycaenidae
Género:  Cacyreus
Espécie:  C. marshalli

Imagens captadas na Quinta da casa nova, Cortiçadas, Montemor-o-Novo










segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cymbalophora pudica

(C. pudica) - Esper, 1784

Com uma envergadura de cerca de 40 mm, distribui-se  principalmente pela Península Ibérica, Ilhas Baleares e Norte de África. Esta borboleta nocturna identifica-se facilmente pelas suas manchas triangulares negras sobre fundo branco, nas asas anteriores.

É atraída pela luz, como a maioria dos heteróceros.

Hiberna durante os meses mais frios e, como adulta, voa de Agosto a Outubro.  A fêmea põe grande quantidade de ovos amarelados que eclodem em poucos dias, dando origem a pequenas lagartas.

Alimenta-se de diversas gramíneas e, sobretudo, de dente-de-leão (taraxacum officinale).


Reino:        Animalia
Filo:           Arthropoda
Classe:      Insecta
Ordem:      Lepidoptera
Família:     Erebidae (ex-Arctiidae)
Género:     Cymbalophora
espécie:    C. pudica

Imagens captadas na Quinta da Casa Nova, Cortiçadas, Montemor-o-Novo























quinta-feira, 20 de junho de 2013

Borboleta malhadinha // Pararge aegeria - (Linnaeus, 1758)

(P. aegeria)

Esta espécie tem como habitat preferido a floresta, podendo também ser vista em lugares sombreados de jardins e sebes.

Os ocelos, marcas circulares existentes nas asas, servem para despistar as aves predadoras visto que, ao serem fortes pontos de atracção, evitam que a espécie seja atacada nos olhos.

A Pararge aegeria chega a ter quatro gerações por ano. Os ovos, que coloca sobre plantas gramíneas, eclodem ao fim de dez dias.

 Uma goma doce, produzida por pulgões nas folhas de certas  árvores, constitui a base da sua alimentação.

Devido à sua grande capacidade mimética facilmente passa despercebida aos seus predadores, camuflando-se naturalmente na paisagem.

Distribui-se pelo Norte de África, Europa e Ásia Central. Em Portugal podemos observá-la em todo o território.


Reino:     Animalia
Filo:        Arthropoda
Classe:    Insecta
Ordem:   Lepidoptera
Família:  Nynphalidae
Género:  Pararge
Espécie:  P. Aegeria

Imagens captadas no Parque Natural Sintra Cascais











domingo, 12 de maio de 2013

Borboleta Almirante Vermelho (Vanessa Atalanta)

(V. atalanta) - Linnaeus, 1758

O seu nome deve-se ao facto de as bandas coloridas que possui fazerem lembrar as divisas do uniforme usado pela marinha americana, durante a II Guerra Mundial. 

Os 6,5 cm que a sua envergadura pode atingir fazem desta espécie uma das maiores borboletas da Europa e da América do Norte. Pode também ser vista na África e na Ásia. Em Portugal distribui-se praticamente por todo o território, sendo mais frequente nas zonas baixas, em espaços abertos floridos como bosques, jardins e florestas de baixa densidade, embora também se possa ver em zonas costeiras e no topo da Serra da Estrela.

Nos meses mais frios migra para locais de clima mais ameno podendo percorrer mais de 3.000 km.

Com o fim de escapar aos predadores, normalmente aves, usa técnicas de camuflagem, mantendo as asas fechadas quando pousa em campo aberto ou rochas realçando as cores da  face inferior das asas ou abrindo-as quando pousa em campos floridos ficando mais visíveis as cores, mais vistosas, da face superior das asas.

Alimenta-se de folhas de urtigas, néctar de flores, seiva das plantas, frutos em decomposição e dejectos. As lagartas, muito vorazes, vivem sobre as urtigas e parietárias e apresentam-se com tons que vão do amarelo ao negro.

A acção humana destrói frequentemente os urtigais, em que vive a lagarta da Vanessa atalanta contribuindo para  a redução de algumas populações, mas a espécie não se encontra ameaçada. 

Reino:        Animalia
Filo:           Arthropoda
Classe:       Insecta
Ordem:      Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família:     Nynphalidae
Género:     Vanessa
Espécie:     V. atalanta


Imagens captadas na Quinta da Casa Nova, Cortiçadas, Montemor-o-Novo










segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Borboleta loba ( ou loba)

Maniola Jurtina (linnaeus, 1758)

É uma das espécies de borboletas mais comuns e difundidas na Europa, ausente apenas nas áreas sub-árticas da Escandinávia. Pode também observar-se no Norte de África, Médio Oriente, Urales e Sibéria Ocidental.

Tem uma envergadura variável entre os 44 e os 55 mm

Os prados calcários, clareiras relvadas e florestas constituem os seu habitats preferidos. Pode também ser vista em charnecas húmidas, prados de feno e bermas de estradas, mas a sua ausência  é total  nas pastagens "melhoradas" em que foram aplicados adubos.

Surgem no início de Junho e podem ver-se até Setembro.

Os ovos são esféricos, cor de palha e apresentam manchas avermelhadas. As larvas, que eclodem 14 dias  após a postura,  alimentam-se,  de grande variedade de gramíneas, durante a noite ou ao anoitecer.

No estado adulto passa grandes períodos alimentando-se, geralmente com as asas fechadas,  do nectar de grande variedade de flores como cardos, urzes, flor de amora, ligustro, alfavaca, manjerona e cânhamo. 

É frequente encontrar adultos infestados com pequenos ácaros vermelhos, que se ligam à cabeça, ao  torax ou às pernas. Estes aracnídeos perfuram a menbrana macia entre os segmentos e alimentam-se de fluídos corporais, mas não parecem causar grandes danos aos seus anfitriões.

Reino:         Animalia
Filo:            Arthropoda
Classe:        Insecta
Ordem:       Lepidoptera
Família:      Nynphalidae
Subfamília: Satyrinae
Género:      Maniola
Espécie:     M. jurtina

Imagens captadas na Quinta da Casa Nova, Cortiçadas, Montemor-o-Novo





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pieris mannii (Mayer, 1851)

Esta borboleta da Família pieridae distribui-se pelo sul da Europa, Norte Àfrica e Ásia temperada.  

Tem entre 20 a 23mm de envergadura.

Existem 34 espécies do género Pieris.

Era originariamente uma espécie do Sul da Europa, preferindo habitats quentes e secos em encostas rochosas e com arbustos. Posteriormente, com o aquecimento global, tem-se expandido para outros habitats, como jardins e outros espaços ensolarados, tendo-se disseminado pela Europa Central, nomeadamente na Suíça, sobretudo no cantão de Berna e toda zona do Jura. Devido ao excesso de construção esteve ameaçada de extinção em algumas zonas.

Voa de Março a Outubro, período durante o qual ocorrem entre quatro a cinco gerações. Quando adultas têm um voo forte, que interrompem para se alimentar de néctar de flores variadas como a manjerona, o   cardo e a  valeriana.



Reino:    Animália
Filo:       Arthropoda
Classe:   Insecta
Ordem:  Lepidoptera
Família: Pieridae
Tribo:    Pierini
Género: Pieris
Espécie: P. Mannii



Imagens captadas em Cortiçadas, Montemor-o-Novo