quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cobrilha da cortiça

(Coroebus undatus) -  Fabricius, 1787

                          Em Portugal são conhecidas mais de 90 espécies de insectos capazes de causar danos no sobreiro e na azinheira. De entre eles a cobrilha, coleóptero buprestídeo, tem vindo sempre a aumentar. A sua  presença  cria perturbações fisiológicas no sobreiro provocando o seu enfraquecimento gradual. No estado adulto o insecto vive nos matos, mas à medida que estes são menos abundantes passam a concentrar-se nas copas dos  sobreiros. A postura efectua-se na cortiça e as larvas constroem galerias no entrecasco, apens visíveis aquando do descortiçamento, que provocam exsudações de resina que debilitam as árvores. O descortiçamento é mais complicado ocasionando feridas de cicatrização difícil, que, por sua vez, facilitam o aparecimento de diversos fungos como o do carvão do entrecasco. 

Calcula-se que  40%  da cortiça extraída (6 milhões de arrobas) foi atacada pela cobrilha. Considerando que isto provoca uma desvalorização de 5€/@, pode-se afirmar que, em média, esta praga é responsável  por uma perda anual de cerca de 12 milhões de euros (5,00€ x 2,4 milhões @). Designa-se por  cortiça cobrilhada a que contem galerias  abertas pelas larvas da cobrilha. Numa escala de 1 a 4 considera-se esta praga com grau de perigosidade 3.

Reino:   Animalia
Filo:      Arthropoda
Classe:  Insecta
Ordem: Coleoptera
Familia: Buprestidae
Genero: Coroebus
Espécie: C. Undatus

Imagens captadas no Alto Alentejo, na altura da tiragem da cortiça.







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