sábado, 23 de abril de 2011

IX Festival Internacional de Chocolate de Óbidos

Tendo em conta a época festiva que estamos a viver,  e para amenizar as agruras da vida, quero hoje presenteá-los, com estas doces  delícias. Mas nada de abusos, haja moderação!

Feito a partir da amêndoa torrada de cacau, o chocolate pode ser encontrado na forma pastosa, sólida ou líquida. O cacaueiro (theobroma cacao) é uma planta nativa de diversos países da América Central e do Sul. Desde o início do seu cultivo, que remonta ao tempo dos Olmecas (cultura pré-colombiana da Mesoamérica), que é usado como bebida. Os maias faziam, a partir das sementes do cacaueiro, uma bebida amarga xocoatl, temperada com baunilha e pimenta, que utilizavam para combater o cansaço. Nas Honduras foram encontrados vestígios mais antigos (1100 a 1400 a. C.) de uma plantação de cacau. Pela observação de recipientes e respectivo conteúdo chegou-se à conclusão que era produzida uma bebida alcoólica pela fermentação dos açúcares da polpa envolvente dos grãos. Essa bebida continua ainda hoje a ser feita.

Foram os portugueses que, no século XVII, levaram o cacau para o Brasil, e posteriormente para a Guiné. Daqui difundiu-se para outras colónias europeias da África Ocidental e mais tarde para o sudoeste asiático e Oceania. 

Os indígenas tomavam o cacau na forma de bebida fria, sem qualquer adoçante, não sendo por isso apetecível para o paladar dos europeus, que o consideravam amargo. Mais tarde, com a adição de açúcar de cana, canela e anis, passou a integrar a dieta crioula e tornou-se cada vez mais apreciado.

O navegador Colombo foi dos primeiros europeus a provar o sabor do chocolate.

O primeiro carregamento comercial para a Europa ocorreu em 1585, a partir de Veracruz para Sevilha. Durante cerca de um século a preparação da bebida permaneceu como segredo espanhol até que foi introduzida na Itália e depois em França. A partir daí,  as "casas de chocolate", rapidamente se espalharam por toda a Europa.

Para melhor conservação durante o transporte marítimo o pó era prensado em forma de biscoitos e tabletes, que eram derretidos em água quente adoçada quando consumidos.

Colheita, fermentação e secagem constituem as três fases fundamentais de processamento das sementes de cacau.

Industrialmente, qualquer que venha a ser o uso, todos os grãos passam pela fase de limpeza, torrefacção, descasque e moagem. A torrefacção pode ser feita rapidamente a alta temperatura, ou lentamente a mais baixas temperaturas. No primeiro caso obtém-se um forte sabor a chocolate mas eliminam-se certos aromas mais subtis, no segundo chega-se ao resultado inverso. Após a moagem, a pasta de cacau  pode ser tratada de diversas formas de acordo com o produto final que se pretende obter.

 Já toda a gente provou, à sobremesa, uma simples mousse ou uma fatia do mais requintado bolo. Hoje não há limites para a imaginação de destacados mestres de culinária na utilização dada ao chocolate. Usa-se frequentemente em pratos salgados, a acompanhar carne, fois gras, peixes e mariscos. A prova disso esteve bem patente IX Festival Internacional de Chocolate, que decorreu de 17 de Março a 3 de Abril, em Óbidos.

Delicie-se então agora observando autenticas obras de arte, que estiveram patentes naquele festival.  




















 











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