segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mocho galego


(Athene noctua)

Deu-me muito trabalho "apanhar" este menino.

Primeiro vi-o em cima de um poste de uma cerca. Quando tentei aproximar-me disfarçadamente, apercebendo-se da minha presença, voou, de imediato, para o chaparro mais próximo. Quando me preparava para disparar, lá vai ele para um outro sobreiro maior. Aqui ter-se-á sentido mais seguro e resolveu ficar. Não dispondo, na altura, de tripé apoiei a objectiva, cujo zoom tive que utilizar no máximo, num poste próximo daquele de onde o nosso amigo tinha voado. Eu estava seguro da sua presença na árvore mas, na verdade, não o via. Só depois de uma longa e paciente observação é que o consegui enxergar. Finalmente acabou por se tornar colaborante, como podem ver.

Começou por posar mostrando primeiro o olho direito, depois o esquerdo. Como estava com boa disposição acedeu também a posar de frente, com o seu olhar penetrante. Para finalizar o maganão limitou-se a fechar ambos os olhos.

Quase satisfeito com o resultado obtido, e também porque o Sol estava prestes a desaparecer, deixei-o em paz.  Espero e desejo que continue a frequentar o montado.




(Imagens captadas na Quinta da Casa Nova, em Cortiçadas (Montemor-o-Novo)




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