quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Escaravelho-vermelho

(Rhynchophorus ferrugineus) - Olivier, 1790
Sinónimos: (Calandra ferruginea) - Fabricius, 1801
                 (Curculio Ferrugineus) - Olivier, 1790
                  (Rhynchophorus signaticollis) - Chevrolat, 1882

Este besouro, de origem asiática,  com dois a cinco cm de comprimento, de cor vermelho ferrugem, é o responsável pela destruição, em grande escala, das palmeiras que decoram as nossas cidades. A sua larva consegue escavar galerias, que chegam a atingir um metro, nos troncos de diversas espécies de palmeira, nomeadamente na Phoenix canariensis e na Livistona decipiens (ambas muito comuns no nosso país). Apenas em 2007 foi detectada a presença do Escaravelho-vermelho no sul de Portugal que rapidamente se propagou  para norte estando hoje presente em todo o território nacional, exceptuando o arquipélago dos Açores. A expansão do insecto para fora da sua zona iniciou-se no médio oriente, e continuou pela Europa e relaciona-se com a comercialização de palmeiras.

Cada fêmea chega a por 200 a 300 ovos. Uma só planta pode a alojar 1000 indivíduos capazes de voar até 10 km seguidos.

Coroa achatada com folhas desprendidas, folhas novas cortadas e orifícios na base das folhas constituem os principais sinais da infestação. Posteriormente as folhas começam a pender e a secar. Encostando o ouvido ao tronco da palmeira é possível ouvir o barulho das larvas escavando os túneis quando se alimentam. Profissionalmente utiliza-se equipamento electrónico de amplificação para o mesmo fim. A acção nefasta desta praga é, muitas vezes, complementada com infecções secundárias provocadas por fungos e bactérias que aceleram o processo que pode conduzir à morte da planta. 
Quando os sintomas são muito visíveis é já tarde para se conseguir recuperar a palmeira visto que isso indicia que a infestação ocorreu há algumas semanas, encontrando-se os tecidos vasculares internos muito danificados.

O controlo desta praga está a ser feito com a aplicação de  insecticidas, em galerias efectuadas cinco cm acima da zona infestada. Também se recorre à utilização de armadilhas com feromonas e bio-insecticidas.

Esta praga está a causar graves prejuízos aos municípios tendo em conta que o abate e a remoção dos resíduos infestados pode custar entre 350 a 1.500 euros.

O ciclo de vida pode durar entre os três e os cinco meses, variando com a temperatura. Com as nossas condições climatéricas, podem ocorrer 4 gerações. As larvas eclodem entre o segundo e o quinto dia a seguir à postura. A pupa fica protegida por um casulo de fibras de palmeira feito pela larva na fase final do seu desenvolvimento. O adulto em forma de besouro, tem a cabeça prolongada por um bico, o abdómen com élitros e estrias longitudinais e o torax com manchas pretas. A extremidade do abdómen é mais arredondada nos machos, que possuem uma crista de sedas ruivas na parte dorsal do rosto.

Reino:   Animalia
Filo:      Arthropoda
Classe:  Insecta
Ordem:  Coleoptera
Família: Curculionidae
Género: Rhynchophorus
Espécie: R. ferrugineus

Imagens captadas em Cortiçadas, Montemor-o-Novo



















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